
O Senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), teve um encontro direto e reservado com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta terça-feira (26), no Salão Oval, escritório principal da Casa Branca. A reunião, que não constava na agenda oficial do governo americano, foi confirmada imediatamente após o término, com divulgação de fotos e detalhes da conversa diretamente pela comitiva brasileira.
Como aconteceu o encontro
Flávio Bolsonaro chegou a Washington na segunda-feira (25), acompanhado do irmão, ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), e do articulador político Paulo Figueiredo, responsável por aproximar lideranças conservadoras brasileiras e americanas. A entrada na Casa Branca ocorreu no início da tarde, sem aviso prévio à imprensa internacional.
Vestido com terno azul, camisa branca e gravata com listras verde e amarela — cores da bandeira do Brasil — além de broche oficial de senador, Flávio foi recebido pessoalmente por Trump na porta do Salão Oval. O presidente americano o cumprimentou com aperto de mão e abraço, em tom amigável e cordial.
A duração total foi de 5 a 8 minutos, todo o tempo dentro do gabinete presidencial. Não houve outras autoridades, assessores ou jornalistas presentes: o contato foi restrito apenas a Flávio, Eduardo, Figueiredo e Trump. Ao final, posaram para fotos oficiais: uma com apenas os dois chefes políticos sentados lado a lado, e outra com toda a comitiva ao fundo. As imagens foram publicadas em segundos nas redes sociais de Flávio, se espalhando rapidamente pelo Brasil e pelos Estados Unidos.
Segundo relatos dos participantes, o clima foi de muita sintonia e afinidade ideológica. Trump fez elogios ao trabalho de Jair Bolsonaro como presidente e reforçou que considera o Brasil um parceiro estratégico fundamental na América Latina.

O que foi tratado: os temas centrais
Mesmo curta, a conversa teve conteúdo objetivo. Flávio entregou pessoalmente a Trump um dossiê completo com propostas, dados e pedidos formais, organizados em dois eixos principais — pautas que unem o pensamento da direita brasileira e americana:
✅ Classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas
Este foi o ponto central do encontro. Flávio pediu formalmente que o governo dos Estados Unidos inclua o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e todas as milícias e facções armadas do Brasil na lista oficial de Organizações Terroristas Estrangeiras.
Com essa classificação, os Estados Unidos poderão:
- Bloquear todas as contas bancárias, bens e investimentos desses grupos em território americano;
- Proibir qualquer tipo de financiamento ou transação financeira envolvendo essas organizações;
- Permitir ação conjunta imediata entre polícia, inteligência e justiça dos dois países para capturar líderes e desmantelar redes.
“Esses grupos não são só criminosos comuns — são organizações transnacionais que matam, dominam territórios, traficam armas e drogas e atacam o Estado. Eles agem como terroristas, então devem ser tratados como terroristas”, defendeu Flávio durante a conversa.
Trump concordou com a avaliação e disse que sua equipe já estuda o tema. O presidente americano afirmou que “o crime organizado não tem fronteiras, e a luta contra ele também não”.
✅ Liberdade de expressão e combate à censura digital
O segundo assunto foi a defesa irrestrita da liberdade de expressão e a crítica à regulação das redes sociais. Flávio alinhou-se totalmente ao discurso de Trump, que já travou batalhas públicas contra grandes empresas de tecnologia por remoção de conteúdos, suspensão de contas e o que chama de “censura ideológica”.
“No Brasil, assim como nos Estados Unidos, pessoas são silenciadas, contas são derrubadas e vozes conservadoras são caladas só por pensarem diferente. Isso é inaceitável em qualquer democracia”, disse o senador.
Os dois concordaram que as plataformas digitais devem ser neutras e não podem agir como juízes do que é certo ou errado politicamente. Trump mencionou que já prepara novas ordens executivas para garantir liberdade total na internet.
📌 Outros pontos rápidos:
- Segurança nas fronteiras e combate ao tráfico internacional de drogas e armas;
- Parceria em exploração de minerais estratégicos;
- Fortalecimento do comércio entre os dois países.
Declarações oficiais
Ao sair da Casa Branca, Flávio Bolsonaro falou diretamente à imprensa brasileira que o aguardava:
“Foi uma honra imensa ser recebido pelo presidente Trump. Tivemos uma conversa excelente, franca e muito produtiva. Falamos sobre o que realmente importa para o povo brasileiro: segurança, liberdade, ordem e desenvolvimento. O presidente Trump sabe da importância do Brasil e sabe quem são os verdadeiros amigos dos Estados Unidos. Saio daqui muito otimista e com a certeza de que temos um grande parceiro ao lado.”
Donald Trump também se manifestou por meio de sua rede social oficial:
“Recebi com grande satisfação o amigo Flávio Bolsonaro, grande líder do Brasil. Falamos sobre como derrotar o crime organizado e defender a liberdade de expressão. O Brasil e os Estados Unidos são parceiros naturais, ambos amam a liberdade, a lei e a ordem. Grande futuro pela frente!”
- Articulação total: Quem viabilizou o encontro foi Eduardo Bolsonaro, que mora nos EUA e mantém contato direto com a cúpula republicana e com o secretário de Estado Marco Rubio. A reunião foi mantida em sigilo absoluto até o último minuto para evitar interferências.
- Sem acordos formais: Não houve assinatura de tratados ou documentos oficiais — o encontro foi político e simbólico, mas com compromissos verbais claros.
- Preferência pessoal: Trump decidiu receber Flávio pessoalmente, ao invés de enviar um assessor ou ministro, demonstrando o peso político que atribui à família Bolsonaro.
A visita encerra-se nesta terça-feira. Flávio segue viagem, mas o impacto do encontro com Trump já está registrado como um dos momentos mais marcantes da política brasileira de 2026.